ROBÔ GIGANTE


Dica de presente de Natal
dezembro 23, 2008, 2:14 pm
Filed under: Guerrino, Papo

Cada vez fico mais impressionado com a criatividade de certas pessoas e seus incríveis trabalhos originais em nome do capitalismo. Eu não sei se essa imagem já tem rolado em fóruns ou então em alguns sites da net, mas como achei essa preciosidade agora há pouco não custa nada postar aqui também. Com vocês, o super-ultra-mega-legal robô dos Kingman! Não poderia vir de outro canto senão da… Coréia! Sensacional a capacidade dos caras em surrupiar personagens mundo afora e lançá-los como autênticos heróis made in Korea. Sei lá, olhando por cima é uma mistura de Five Robo com Jet Icarus e mais alguma coisa que não sei dizer. O que me impressiona mais ainda é que o robô é pilotado pelos Changeman, ops… quer dizer… Kingman… Da hora! A propósito, onde estão Mermaid e Phoenix? Fica aí a dica de presente de Natal… não tem problema, pode surrupiar a idéia e dizer que é sua!

Kansei! King Robo (será que é esse o nome?)!

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Seriados que curti muito
dezembro 11, 2008, 2:27 pm
Filed under: Guerrino

Não quero ficar de fora, então também fiz minha lista. A ordem não é exatamente essa, mas os programas que mais curti estão aí! Alguns ficaram de fora, provavelmente, mas os que mais me lembro no momento são esses.

1 – Kamen Rider Kuuga: ponto de transição do tokusatsu na busca por uma audiência mais exigente na TV. Mesmo com os efeitos datados (já eram na época do lançamento) o enredo e os personagens, principalmente os vilões, compensam. Desde Jaspion não aparecia um protagonista tão carismático, meio herói, meio sonolento. Esse eu lamento muito que não tenha vindo para o Brasil, mesmo com as negociações adiantadas da Imagine Action Dá Licença. Se isso tivesse acontecido talvez teria sido um boom, ou não… já que seria vendido como mais um Power Ranger, sei lá.

2 – Dairanger: tudo colabora com esta série, visual, coreografia, cenas de batalha, robôs, história e personagens. Só o fato de os últimos episódios focarem combates entre os heróis e os vilões, e não entre os robôs gigantes, já mostra o frescor de Dairanger nos anos noventa. O Clã Gohma, com sua estrutura um tanto desagregada, com reviravoltas e um líder postiço, foi um conceito muito bacana. Fora que os monstros são ridículos, no estilão Battle Fever J, com direito a botas e algumas patetices desnecessárias. No mais, me traz boas lembranças, afinal acompanhei a série na época em que saiu.

3 – Metalder: deve ter sido o climão um tanto soturno que chamou minha atenção, quem sabe o lance do Metalder ter que lutar por si só, sem a ajuda de ninguém, contra um império que já na abertura mostrava ser numeroso. Aliás, isso foi muito interessante na série, já que cortou os monstros semanais, que iam aparecendo um a um em outros programas, para logo no primeiro episódio apresentar dezenas de inimigos. Pode ser só eu, mas havia uma atmosfera de desesperança em Metalder… e não sei o porquê, fazia todo sentido para mim naquele momento.

4 – Kamen Rider Agito: Agito pegou o que já era bom em Kuuga, fez um link quase imperceptível, e ampliou a quantidade de Riders, mas sem exagerar na dose. A trama, toda enigmática, obriga o expectador a assistir a cada episódio religiosamente. Pergunta que atormenta o seriado: o que raios aconteceu com as pessoas que estavam naquele bendito (ou será maldito) navio em alto-mar? Um pouco desse tipo de mistério seria requentado mais para frente, em Kamen Rider 555. O design de monstros, também do Izubuchi, merece destaque.

5 – Changeman: eu curtia muito a estrutura militar do esquadrão, coisa que não se via no Sentai desde Sunvulcan, de 81. O visual dos monstros não seguia exatamente um padrão, o que deixava os inimigos muito variados. O arco de episódios em que a Ahames ganha o poder da Aura Energética, mais o trio monstro, é do c******! Se essa passagem, em que os Changemen tomam porrada a torto e a direito, acontecesse nas séries atuais, seria um ótimo pretexto para aparecer pelo menos 1.000 robôs com 10.000 combinações novas, e mais integrantes do sentai brotariam do solo! Além disso, tem o Gyodai, né?

6 – Jaspion: não tem muito o que falar desse. Vale por cada episódio, tirando um ou outro, quando a quantidade de criancinhas por metro quadrado passa do limite tolerável. Sem dúvida, o mais versátil dos Uchû Heroes (Gavan, Sharivan, Shaider, Jaspion e Spielvan), sem reaproveitamento de cenas e eventos que se repetem sucessivamente. O único porém é que se o Jaspion não tivesse chegado à Terra, e continuasse visitando planetas espaço afora, creio que a série teria deslanchado ainda mais. Meu palpite é que isso tem a ver com orçamento, criação de cenários etc. Outra coisa: Miya poderia ter sido pisoteada pelo Satan Goss! Fazer o que, nada é perfeito.

7 – Fuun Lion Man: ainda me lembro dos anúncios de Lion Man na falecida revista Video News, onde a Top Tape vendia o programa como sendo mais ou menos da mesma época de Jiraiya e Jiban, com efeitos especiais dos mais sofisticados. Mas isso não importa: o legal é ver o leão de pelúcia enfrentando a bolacha Trakinas dos infernos vitaminada, o Senhor Mantor do Diabo. Que série do caramba!

8 – Gavan: ser pioneiro significa que tudo o que vem depois o terá como referência. Esse é bem o caso de Gavan, uma das séries da Toei com a melhor carga de ação até hoje. A transformação do herói, o traje de combate e o salto entre dimensões são marcas registradas do programa, copiadas descaradamente por muita coisa que veio depois. Em 1982, Kenji Ohba era realmente o cara certo para o papel principal. Não costumo pegar no pé dos estúdios de dublagem, acho que o Brasil é fera no ofício, mas Gavan foi simplesmente destruído pela dublagem e pela Rede Globo. Substituir “Gavan Dynamic” por “Gaban vencerá!” ou “Gavan Laser Z Beam” por “Poderes do bem me ajudem!” é f***!

9 – Ultra Seven: estar em casa às 19h00, sintonizado na TV Record, era uma obrigação, nos idos do início dos 1980. Ultra Seven era a melhor opção para qualquer garoto com seus cinco, seis anos de idade, sem exceção. O tempo passou e o programa continua sendo tão legal e inovador quanto antes.

10 – Cybercop: um baita seriado da Toho para a TV, quando se pensava que a produtora estava morta e enterrada na criação de programas televisivos. Winspector, Solbrain e Exceedraft devem muito a Cybercop, mas não têm o mesmo carisma da turma de Júpiter e cia, apesar de contarem com efeitos melhores e uma estrutura de produção como da Toei. É claro, o final, que foi adiado, adiado, adiado na TV brasileira, poderia ter sido bem melhor.



O que o tokusatsu ainda pode nos dizer
novembro 26, 2008, 3:56 pm
Filed under: Guerrino, Papo

Dia desses, talvez por causa da proximidade do Natal e pela data pregar a paz entre todos os povos, o que vem se tornando um sonho distante e irreal, eu lembrei ao acaso de um episódio do Ultra Seven que marcou muito a minha infância, mais precisamente o 26, chamado Chô Heiki R1, ou Super Arma R1, que mostrava o poder destrutivo de um foguete desenvolvido pelo Exército de Defesa da Terra. O problema é que para testar a arma ela é lançada na Estrela Gieron, sem que fosse feita qualquer pesquisa se lá existia algum tipo de vida nativa.

A experiência é testemunhada com euforia pelos militares, a equipe científica e pela própria Patrulha Ultra, sendo que Dan Moroboshi, alter-ego do Ultra Seven, é o único da equipe contrário à forma de conduta do teste.

Enfim, prevalecendo a insensatez, o planeta Gieron é reduzido a poeira espacial, só que entre comemorações pelo sucesso da empreitada, chega à Terra o Monstro Estelar Gieron, uma ave alienígena gigante em cujas asas repousam lâminas cortantes capazes de rivalizar com o Eye Slugger do Seven. E adivinhem só de onde veio o Gieron? Nem é preciso dizer que o Ultra tem o maior trabalhão para acabar com o monstro, muito a contragosto, diga-se, ganhando inclusive um ferimento que imobiliza seu braço direito.

Lembro-me como se fosse ontem, de Dan, no final desse episódio, olhar para uma gaiola dessas giratórias, onde um ratinho, incansável, a faz girar repetidamente. O pensamento do herói ao observar o roedor é uma mensagem muito bacana de paz, não só entre os próprios seres humanos, que devem prezar pelo convívio amistoso, mas também pelo modo como eles se relacionam com o restante da galáxia infinita. Uma lição de bom senso e educação, sem querer doutrinar, impor moral ou dizer que é proibido fazer isso ou aquilo, se é que vocês me entendem.

Esse tipo de texto, compromissado com ideais pacíficos, sempre permeou o conteúdo do programa, apesar da suposta violência de que Ultra Seven costuma ser acusado, afinal não é qualquer produção direcionada para “crianças” que assume desmembramentos e lançamentos de bumerangues metálicos esquartejadores e degoladores. Quando eu era criança, eram os raios luminosos e os bumerangues que importavam, hoje, o que me fascina é a mensagem de esperança, de que ainda dá tempo de mudar para melhor, coisas inocentes que faltam no mundo real quando leio as notícias do jornal ou assisto à TV. Elementos que, inclusive, estão fora até mesmo das ficções fabricadas atualmente.

Onde eu queria mesmo chegar depois de todo esse blablablá, que pode até ser considerado nariz de cera pelas pessoas, é que esse episódio sintetiza meu gosto pelo gênero. As mensagens de otimismo impressas nos tokusatsu, sejam elas para crianças ou marmanjos, que não desistem de ser crianças, apesar de a vida tentar a todo momento dizer impiedosamente a eles que a infância já passou, não costumam ser explícitas. Podem estar escondidas nos pensamentos de um personagem, em um gesto mais humano do herói principal e seus coadjuvantes.Tais princípios pode reverberar por toda uma vida e formar o caráter de um indivíduo. Admito que naquele dia torci para o Gieron vencer e a humanidade tomar jeito.

Precisamos de um pouco mais de paz

Precisamos de um pouco mais de paz



É aqui que eu posto?
novembro 25, 2008, 7:06 pm
Filed under: Guerrino

Oi galera. Recebi o convite do Cruz para escrever aqui também, então dá uma licencinha aí que vou me acomodando… essa é a primeira experiência que tenho escrevendo para um blog, espero que minhas colaborações se tornem regulares no Robô Gigante. Engraçado que mesmo o Robô estando no ar há tão pouco tempo já encontrei comentários e posts de grandes pessoas e amigos que não vejo faz anos, aliás, quase uma década. Michel, Nagado, Robson, abraços para todos vocês! Nos falamos logo mais!