ROBÔ GIGANTE


Insector Sun no G1 by ricacruz
fevereiro 4, 2009, 2:05 pm
Filed under: Uncategorized

Li agora pouco no G1 (!) uma matéria sobre o fim da série Insector Sun, o mais conhecido tokusatsu feito no Brasil. É uma pena. Além de Ribeirão City agora estar desamparada, a série criada pelo Christiano Silva fez história e divertiu muita gente – eu incluso. Lembro de sempre receber um CD com o episódio mais recente quando trabalhava na Conrad. Era sempre uma festa. Viamos na redação e, quando chegava em casa, assistia até o fim.

Era legal! E eu achava promissor. Lembro de ter comentado com não lembro quem que o Insector Sun podia seguir os mesmos passos do France Five, que começou com produção tosca e terminou com tratamento profissa e passando na televisão – teve até música cantada pelo Kushida.  Infelizmente me enganei. O problema é que aqui no Brasil ninguém se interessa em patrocinar esse tipo de iniciativa. Ninguém entende o que é. Ainda mais fora das cidades maiores. Tenho certeza de que não foi por falta de ir atrás do Christiano.

Tá, ele mora longe, tem que trabalhar, não tem tanta experiência na área e tal… Mas, pô, Insector Sun é a versão brazuca do Jaspion! Ele representa o que toda uma geração de pessoas com seus 25, 30 anos assistia quando era moleque. Brinca com a cultura pop. Todo mundo saca. Se alguém lá na cidade desse uma força, uns trocados, o Christiano poderia produzir melhor, de repente até colocar alguma coisa nos canais locais, que estão sempre procurando o que passar. O Insector seria o justiceiro oficial de Ribeirão Preto! Olha só que legal.

Seria tão inusitado que repercutiria até no Japão, do mesmo jeito que o France Five repercurtiu. Poderia render umas matérias em revistas especializadas lá, gerando mais divulgação. Vai saber o que poderia rolar. Mas nada disso vai acontecer. Sem ninguém pra dar uma força – tô falando de tutu mesmo – o Insector Sun já matou quem tinha que matar e voltou pra sua casa, preocupado em pagar o aluguel e ralar todos os dias.

É uma pena mesmo. Mas eu ainda quero ver uma futura segunda temporada. E que apareçam mais heróis nipo-tupiniquins. Que seja tosqueira mesmo. O importante é gostar de tokusatsu e encher de referências bacanas. O Hideaki Anno começou fazendo tokusatsu amadores. E não estou falando de Dai Nippon, que é ajeitado. Eu sei que o Brasil não é exatamente o terreno mais fértil para alguém conseguir incentivo para desenvolver um projeto cultural independente desses. Lá fora dá muito mais certo. Mas não custa tentar, né?

Olha só o texto do G1:

Jaspion ‘made in Ribeirão Preto’ chega ao fim da carreira

Professor de kung fu criou história inspirada em séries japonesas.
Sem patrocínio, episódios deixarão de ser filmados.

O nome do personagem, “insector”, foi inspirado no louva-a-deus, um estilo do kung fu, e o “sun” é uma alusão ao forte calor de Ribeirão Preto. Por causa desse calor, as filmagens geralmente são feitas no meio do ano quando o clima na cidade é mais fresco e os atores não ficam suando muito dentro das fantasias.

O mocinho é politicamente correto e não usa armas. Combate seus inimigos com os poderes de seu corpo como a capacidade de dar saltos de até 30 metros, um chute destruidor e um punho solar que dá força ao golpe com a mão. Seu automóvel é a moto insector turbo, que se movimenta sozinha para ir a seu encontro.

O fim da série deve deixar órfão o público infanto-juvenil que sempre acompanhava o episódio nas exibições em Ribeirão Preto e também os adultos que gostaram de ver um jaspion à brasileira. Os trechos dos filmes postados no YouTube foram vistos mais de 30 mil vezes.

Luísa Brito Do G1, em São Paulo

Insector Sun, personagem de Christiano Silva, em “Ribeirão City”  (Foto: Joel Silva/Folha Imagem)

Cada episódio levou três meses para ser filmado  (Foto: Divulgação )

Silva conta que gastou cerca de R$ 1 mil para fazer cada episódio. O dinheiro foi usado para confeccionar fantasias e cenários. Os atores são amigos, alunos de escolas de teatro da cidade e da academia onde ele dá aula de kung fu. Todos atuam como voluntários, sem receber nada pelo trabalho. Até dezembro do ano passado, Silva trabalhava também como webdesigner e tinha uma renda mensal que variava entre R$ 1.000 e R$ 1.500. Agora, só com o emprego de professor, recebe cerca de R$ 500 por mês. Ele mora em um conjunto habitacional com a mãe e tem que ajudar a pagar as contas de casa.

Cada episódio tem duração de 30 a 40 minutos e levou cerca de três meses para ser filmado. Isso porque os atores voluntários só podem atuar nos finais de semana, pois trabalham ou estudam nos dias úteis. É Silva quem filma, edita e divulga o filme.

“Só ganhamos algum dinheiro quando somos chamados para animar festa infantil com os personagens do Insector Sun, mas isso não é o foco do nosso trabalho”, diz, desanimado, o idealizador da série que terá de encerrar as aventuras do herói de Ribeirão City. “Estou triste, frustrado, mas consegui fazer sozinho os 12 episódios. As pessoas patrocinam tanta coisa e não querem investir num filme”, queixa-se. Se encontrar um patrocinador, Silva diz que continua a série.

Quando não está combatendo o crime, o herói brasileiro faz bicos para sobreviver  (Foto: Divulgação)

O professor conta que teve a idéia de criar a série porque gostava muito dos seriados japoneses como Jaspion e Jiraya e queria fazer algo com características nacionais. O mocinho da série, Kri Lee, por exemplo, não tem emprego fixo e faz bicos para se manter como vários brasileiros. “Ele rala para sobreviver, não é como o Batman que é rico e resolve virar super-herói”, diz. Quando percebe que a cidade está ameaçada ele se transforma em Insector Sun para combater as forças do mal. Além de Shaken, o herói também enfrenta outros inimigos que mudam a cada episódio.

Calor

O nome do personagem, “insector”, foi inspirado no louva-a-deus, um estilo do kung fu, e o “sun” é uma alusão ao forte calor de Ribeirão Preto. Por causa desse calor, as filmagens geralmente são feitas no meio do ano quando o clima na cidade é mais fresco e os atores não ficam suando muito dentro das fantasias.

O mocinho é politicamente correto e não usa armas. Combate seus inimigos com os poderes de seu corpo como a capacidade de dar saltos de até 30 metros, um chute destruidor e um punho solar que dá força ao golpe com a mão. Seu automóvel é a moto insector turbo, que se movimenta sozinha para ir a seu encontro.

O fim da série deve deixar órfão o público infanto-juvenil que sempre acompanhava o episódio nas exibições em Ribeirão Preto e também os adultos que gostaram de ver um jaspion à brasileira. Os trechos dos filmes postados no YouTube foram vistos mais de 30 mil vezes.


4 Comentários so far
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Eu assisti a alguns episódios disso aí, assim como assisti aos episódios de France Five, Blastranger, Biouman3 , Cyberbio…

O que eu vi de Insector Sun me passou a nítida impressão de algo acomodado. A primeira vez que assisti achei bem engraçado, principalmente pelos erros de filmagem, sombra do cinegrafista aparecendo… essas coisas. Mas sinceramente não notei evolução de um episódio para outro. A impressão que tive é que Insector Sun não tinha ambição alguma em melhorar, do jeito que estava já estaria bom.

France Five, por outro lado, começou tão tosco quanto Insector Sun mas era notória a busca pela melhoria, mesmo que para isso se demorasse 1,2…3 anos para sair uma continuação.

Nem todas as ressalvas a Insector Sun eu atribuo a falta de dinheiro, mas o que importa é que o Cristiano e a turma dele tenham curtido bastante todos esses anos dando cambalhota na grama e acendendo cabeça-de-negro no meio da rua. É um tempo que ele não irá recuperar então é bom que tenha tirado bom proveito ( e acho que curtiu sim).

Insector Sun deixou sua marca e eu sei que muita gente adorava ver o Punho Solar nas salas de exibição. Boa sorte ao Cristiano em suas próximas aventuras, mesmo que não seja salvando Ribeirão City.

Comentário por Lagarto

Fico muito feliz em ver o reconhecimento que o Insector Sun ganhou, principalmente por ter acompanhado o trabalho do Christiano nesses anos todos. Além de termos trocado várias idéias, sugestões e experiências, sempre cultivamos uma grande amizade. Não há motivo nenhum pra ele lamentar algo, como a matéria deu a entender. Acho q o Insector Sun chegou no lugar mais alto onde uma série de Tokusatsu Nacional poderia ter chegado, em termos de fama e reconhecimento. E é sempre bom lembrar que tudo é válido, nada é em vão. Eu, que também já trabalhei com Tokusatsu Nacional e sei o quanto é divertido (muito mais divertido do q trabalhoso, diga-se), afirmo que o Christiano deve estar orgulhoso do trabalho feito, porque os episódios do Insector Sun são eternos e um dia ainda serão vistos pelos filhos e netos dele. Eu acho que esse é o verdadeiro espírito do Tokusatsu Nacional (e olha que eu convivi mais de 10 anos nessa barca). Efeitos especiais, qualidade de produção, atores profissionais, direção, edição… essas coisas são pra gente do ramo, que vive disso. Nós somos, antes demais nada, fãs! O grande barato de produzir uma série de Tokusatsu amador é poder ter “seu momento de super-herói”.

Parabéns, Christiano!

INSECTOR SUN FOREVER!!!

Comentário por Bruno Seidel

Gostaria que vc lesse este blog aqui que tem haver, sobre cinema

http://kenseiden.blogspot.com/2009/01/o-fu…brasileiro.html

Comentário por dekazumbi

Amador é quem faz por amor, digo que a turma do seriado era no minimo corajosa, Se tinham o sonho de fazer uma série, realisaram!
É nitido que a maior preocupação estava em fazer mais episódios e não em ter um salto evolutivo em relação a qualidade.
Não sei se foi ingenuidade ou querer ser sempre amador, mas poderiam ter procurado outros caminhos com o passar dos anos, infelizmente talvez tenha faltado quem desse bons conselhos…
Quem frequenta o circuito de festivais de video ou tem Canal Brasil já viu muita coisa ruim por ai e com financiamento, seja de faculdade, seja do governo. Inclusive poderiam vender o projeto como uma oficina de video que aposto que a secretária de cultura de “Ribeirão City” liberaria fácil uma verba.
A questão é mais planejamento do que vontade de fazer, tal que fizeram, agora se ainda possuem o desejo de continuar, aproveitem este iato para planejar melhor a estratégia.
Se alguem realmente acredita no potencial desta série, deveria tentar envestir montando um bom projeto e procurando capital, talves vender para a prefeitura que a série colocaria a cidade no mapa e tal…
Mas agora que o Luciano Hulk entrou para o elenco, quem sabe a coisa não vái pra frente (hehehe)

Comentário por flasHQ




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