ROBÔ GIGANTE


Qualé que é, seu tokusatsu? by ricacruz
novembro 25, 2008, 4:51 am
Filed under: Cruz, Papo

O Robson comentou no primeiro post do Nagado sobre a ausência dos tokusatsu na TV. Essa é uma questão sempre levantada pelos fãs. Lembro que desde a época em que eu frequentava as exibições do Neo Animation, há uns 12 anos, rolavam várias discussões sobre o assunto. Discussões acaloradas as vezes – queríamos porque queríamos o tokusatsu de volta.

Particularmente, acho que esse piti já perdeu o sentido. Hoje nem os animes estão mais tão em alta. Já faz um tempo que muitas emissoras perceberam que colocar uma tia qualquer cozinhando e fazendo merchandising de bugigangas de qualidade duvidosa dá muito mais grana do que licenciar e exibir programação infantil. O SBT e a Globo ainda mantém as suas, mas tudo o que passa chega por vias muito bem estabelecidas. Quase nada é mais novidade. E, convenhamos, no Japão, fora alguns lançamentos pro cinema e produções independentes, poucas coisas ainda prestam.

E outra: de alguns anos para cá, a internet ajudou a esfriar qualquer possível novo “boom” antes dele acontecer. O que não é ruim, mas trabalha contra novas séries na TV aberta. Faz tempo que não temos mais um fenômeno televisivo infantil. Foi-se a era de Jaspion, Cavaleiros, Pokémon, Dragon Ball. Mesmo nesses casos, a intensidade do “fenômeno” foi caindo de um para o outro. Jaspion dava um pau no Goku em audiência.

Hoje nenhuma distribuidora mais pisa em ovos. Não, até pisa. Mas são ovos cuidadosamente testados em galinheiros gringos. E, como muitos continuam quebrando, não há quem queira experimentar ovos de granjas desconhecidas. Naruto, por exemplo, foi minunciosamente projetado pelos japoneses. Deu certo, foi recauchutado (adaptado, cortado…) para o mercado americano e, só depois, chegou aqui, quase que com o selo do Inmetro colado.

O Jaspion não. Magina! O Toshi (então dono de uma locadora no bairro da Liberdade) viu que era legal e podia dar certo. Foi lá, encheu os pacotá dos japoneses, comprou, lançou em vídeo e rastejou pra alguma emissora passar. Conseguiu. Depois, rastejou pra alguma empresa de brinquedo fabricar. Não conseguiu. Mas não desanimou. Ele mesmo confeccionou alguns produtos até que algum Zé Mané do ramo acordasse para o potencial da coisa. O Toshi, e só ele, foi responsável pelo estouro do Jaspion. Ele mexeu com a cultura pop. Quando um japonês é chamado de Jaspion é culpa dele. Esse blog só existe por causa dele. Muitos amigos que fiz, só fiz por causa dele. Só canto e faço shows por causa dele. Foda, né?

Ninguém mais ousa desse jeito. Nem no Japão. Lá, o tokusatsu não passa de uma cópia terrivelmente besta do que ele já foi um dia. Goonger? Argh! E não tem essa de “ah, mas é pra crianças”. Um amigo meu, o Marcel, retrucou uma vez esse argumento no blog dele e está coberto de razão: “não é porque é pra criança que tem que ser ruim”. Oras!

Poxa, nos anos 60, o Eiji Tsuburaya tinha tesão em contar boas histórias de ficção científica. Ele tinha tesão em montar uma puta estrutura crível de efeitos especiais (quando os soldados americanos de ocupação viram um filme que ele fez sobre o ataque japonês a Pearl Harbor, pensaram que era um documentário). Shôtaro Ishinomori tinha toda uma ideologia em mente na hora de criar o Kamen Rider. Saburo Hatte, que durante anos foi o pseudônimo do genial produtor Tohru Hirayama, teve boas idéias durante praticamente todos os anos 80. E a P-Production, de Spectreman e Lion Man? Acho que não há maior sinceridade na história dos tokusatsu. E o resultado é espetacular. Mais recentemente, Tiga, Dyna e Gaia também são bem legais… Só paro aqui pro parágrafo não ficar gigantesco.

De lá pra cá, todas as sacadas geniais dos grandes criadores foram industrializadas em fórmulas babacas pra gente sem talento correr atrás de uns trocados. Eu acredito que o futuro do bom tokusatsu está cada vez mais nas produções para o cinema, DVD e no mercado independente. Hoje, muita gente que trabalhou com tokusatsu no passado tem idéias interessantes e uma camada de fãs crescidos como público alvo.

Keita Amemiya fez Garo para nós. Wecker, do Hiroshi Watari e cia, é outro exemplo. E essa é só a ponta do iceberg. Sem contar fãs engajados que podem produzir e distribuir via WEB o que quiserem. Isso já deve estar acontecendo (quem souber de alguma coisa legal me avisa, tá?).

(Ah, o Hideaki Anno, criador de Evangelion e fãzão de super heróis, rodou nos anos 80 o tokusatsu independente Dai Nippon, que é fabuloso)

Na tela grande, a Tsuburaya tem se saído bem com filmes saudosistas. Esse último, que junta praticamente todo o elenco principal das séries clássicas, deve ser demais. Mas para a TV a mediocridade é a mesma de sempre. Se ninguém fizer alguma coisa nova e legal, estamos fadados ao saudosismo eterno. Acho que ninguém quer isso, né?

Quero dizer o seguinte: dadas as condições de escoamento aqui e a qualidade atual do material major produzido lá, dane-se que não temos mais tokusatsu na TV no Brasil. Quem quiser assitir, veja pela internet. Beixe tudo. Não quero fazer campanha pró-pirataria, até porque eu canto de vez em quando no Japão e não pegaria bem. Mas, aqui entre nós, não posso ignorar as coisas nas quais eu acredito. E fechar os olhos para a rede é parar no tempo. Direitos autorais? Já eram. Seus detentores que arrumem um outro jeito de capitalizar. Quem quiser ver Kamen Rider Kiva pelo Youtube vai ver e acabou, dona Toei Company! Não tem como impedir. E isso é bom. Divulga, gera curiosidade, gera público interessado. Público que, quem sabe, pode comprar uns brinquedos ou uns DVDs se eles forem lançados aqui (ou lá) por um preço bacana.

Ryukendo, série de 2006 da Toho, vai ser exibido aqui no ano que vem, parece, pela Rede TV. Vamos ver no que dá. Acho que não vai agradar muitos fãs antigos, como eu. E quem gostou, já viu pela net. Minha curiosidade é sobre como a molecada vai reagir. Se lançarem os brinquedos no tempo certo e a exibição for num ritmo decente, pode até fazer um burburinho. As fórmulas, apesar de chatíssimas, funcionam com a criançada. Cada episódio é praticamente um plano de marqueting! Power Rangers só sobrevive até hoje assim.

Bom, azar da molecada. Daqui a uns 10 anos eles vão lembrar “daquele robô que virava carro e depois juntava com um trem pra soltar um raio por uma bazuca formada por três naves e uma girafa robô”. E nós, hoje, cotinuamos falando da cena da luta entre o Buba e o Change Dragon. Ou a crucificação do Ultra Seven. Até aí beleza, estamos em vantagem. Mas eu quero continuar me divertindo com tokusatsu. Quero que ele se reinvente, seja pela mídia que for. Quero lembrar de mais coisas legais daqui 10 anos. Pô, anime tem pra todas as idades e gostos. Games também. Mangás também. Cinema também…

E o senhor, seu tokusatsu, quando vai crescer?


10 Comentários so far
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Ricardo, eu concordo com boa parte do q vc falou aí e até acho que seria interessante fazer algumas ressalvas. Tem muita série nova boa mesmo. Eu citaria rapidamente como exemplos alguns Kamen Riders como Faiz e Blade, além, é claro, do Ultraman Nexus, que para mim é uma das melhores séries de tokusatsu que já vi e bem provavelmente o melhor Ultra (tá certo que eu não “vivi” a era do Seven e do Hayata). Acho que é inegável também que esse nosso saudosismo não teria grande consistência se fosse argumentado com as crianças de hoje em dia, que estão condicionadas a gostar do que a “indústria cultural” vende hoje (seja na TV, na internet ou a mídia que for).

Também concordo que assistir uma série inteira no Youtube é perfeitamente admissível nos dias de hoje, visto que este se tornou um meio de fácil e rápido acesso, permitindo a qualquer pessoa alfabetizada e com um pc conectado na internet assistir.

Concordo que poderia ter Tokusatsu pra todos os gostos e até acho q houve uma evolução nesse quesito nos últimos anos (vide algumas séries Kamen Rider e Ultraman q se diferenciam bastante da temática infantil dos Super Sentais). Ah sim, falando em Super Sentai, hoje em dia não faço mais questão de sentar 20 minutos pra acompanhar um episódio inteiro (não por desprezo mas perdi o interesse mesmo). Ainda faço questão de acompanhar fofocas sobre as próximas séries, as novidades, os novos trajes, robôs, visual dos vilões… Mas acompanhar mesmo, só se for alguma série no nível de Nexus e cia…

Aliás, já que falei tanto no Nexus, gostaria de recomendar essa série pra quem ainda não assistiu. Serve principalmente pra quem procura por uma boa/recente (2004) série de Tokusatsu.

Ufa! Vou encerrando por aki (faz tempo que não comento em fóruns/blogs/sites de tokusatsu e acho q por isso me empolguei… hehehehe)

Abraços!
Bruno

Comentário por Bruno Seidel

Também endosso a opinião do Bruno. Não se pode generalizar dizendo que o tokusatsu atual está ruim, existem muitas produções boas recentes, como as Heisei Kamen Rider Series, ou Ultraman Mebius, por exemplo. E acho que essa questão do “ser ruim” é muito particular. Há quem goste de Go-Onger, e ache uma série boa. Tem que se respeitar. Originalmente, essas produções são feitas para mercado interno japonês, e aí a opinião desse público alvo é o que acaba sendo levado em consideração. Tipo, se os japoneses não reclamam e aceitam numa boa, então eles não vão mexer um pauzinho. Sentai, por exemplo, dando o lucro esperado com a venda de brinquedos, pouco importa para a Toei o roteiro. No fim das contas vai ser transformado em Power Rangers mesmo. Eu também não ligo muito pra Sentai, fico esperando mesmo é começar o Kamen Rider. Só assisto por desencargo de consciência. A “revolução” ocorrida em Jetman foi justamente por que a franquia estava à perigo. Hoje, vejo que está estabilizado, talvez em função da parceria com a Disney. Cada época tem o seu tokusatsu, e o negócio é assistir sem compromisso. Sobre a pirataria, também não vou fazer apologia nem contra e nem a favor, já que pra mim é indiferente, não vai mudar a minha vida, masa cho que essa “pseudo-divulgação” no ocidente só existe na cabeça dos fãs.

Comentário por Michel Matsuda

Pois olha, isso de não passar mais tokusatsu no Brasil eu discordo. Há no mínimo 10 anos que passa, pelo menos 1 vez no ano, algum filme de Godzilla por aqui. Tudo bem, sei que nós, os adeptos de kaijus, estamos cada vez mais difíceis de sermos encontrados e que nestes 10 anos a que me refiro são sempre os mesmos 5-6 filmes de Godzilla mostrados na telinha. Feita esta ressalva (muito mais um desabafo de uma minoria barulhenta que qualuqer outra coisa)continuemos, continuemos.😛

Com relação a tokusatsu no Japão, o que tem me cativado mais são as produções aleatórias: Garo , Ultraseven X, Specter , Sh15uya, o último filme de Sukeban Deka, pra citar alguns.

As franquias da moda (entenda Kamen Rider e Sentai) me surgem cada vez mais como reféns de seus próprios esteriótipos, chegando ao ponto das novidades serem tão-somente variações das mesmas coisas.

Em kamen Rider ainda percebo uma tentativa de se fazer um programa para a família toda, já em sentai acho que a dobradinha TOEI/ASAHI se acomodou de vez e o negócio será continuar martelando majoritariamente no segmento “KIDS” de audiência (até 6 anos).

Com relação a Ryuukendo, vi algumas coisas legais na série, como o tema de abertura e encerramento (e aqui fala uma pessoa que via de regra não curte essas coisas). Me parece que o público alvo é também a molecada de 6 anos, mas talvez não da forma tão escancarada como ocorre com Sentai. de qualuqer sorte, tomara que passe mesmo na televisão.

Até!

Ps.: parabéns pela iniciativa deste blog, li sobre ele no TCafé e o que li aqui me agradou bastante.

Comentário por Lagarto

O grande problema do tokusatsu atualmente é a cada vez maior interferência dos fabricantes de brinquedos. Se nos anos 70 e 80 o produtor Tohru Hirayama era o principal nome por trás do pseudônimo “Saburo Yatsude”, hoje em dia com certeza é a Bandai e seus executivos da área de brinquedos.

Claro que o merchandising é importante, mas os empresários inverteram a ordem das coisas. Não são mais os produtos que são derivados das séries. Hoje, as séries é que são derivadas dos produtos.

Comentário por Nagado

Essa questão do merchandising é um tanto complexa. Essa exploração de um personagem já vem de longa data, desde os tempos do National Kid, quando a National tentava empurrar rádios de pilha e lanternas (a pistola do herói). A diferença hoje é a quantidade de produtos, que aumentou absurdamente. Já foi o tempo em que havia Sentai com apenas um robô ou Kamen Rider/Ultraman sem múltiplas formas. É preciso vender, e muito, para sustentar as séries de hoje. Mas essa interferência da Bandai já vigora desde a década de 70. Em Spiderman, a ordem era que tivesse um robô (Leopardon), o mesmo acontecu com Battle Fever J. Hoje, o roteirista fica preso ao merchandising, pois ele tem que arranjar um jeito de enfiar nas séries tudo o que os fabricantes de brinquedo ordenam. Apesar disso tudo, ainda dá pra encontrar boas séries que não se rendem apenas a venda de produtos, como Ultraman Nexus ou GARO. Dou graças à Deus por não ser viciado em brinquedos de tokusatsu!

Comentário por Michel Matsuda

Hoje, como o Nagado disse, as séries é que derivam dos produtos. Isso é bom só pra eles. Nem a criançada tá aguentando mais. Seria tão legal ver um sentai realmente bom no ar. Faz muito tempo que não temos um. Tô falando de coisa boa mesmo. Tipo Changeman ou Jetman.

O roteirista, Michel, além de ficar preso ao esquemão dos brinquedos, carece de boas idéias. Essa galera já faz isso há tanto tempo que o cérebro deles deve estar treinado pra fabricar fórmulas tontas prontas.

Acho continuo dizendo que precisamos de gente nova ou que seja livre desses vícios. E enxergo algumas possibilidades no mercado indie ou “menor”, tipo Garo, Shibuya 15, etc.

Os Riders ainda são melhores que os esquadrões. Mas, poxa, até a aparente liberdade de fazer um roteiro mais sério e adulto, que começou com o Kuuga, já parece ter sido enlatado.

Alguém precisa ressucitar o Ishionomori!! hehehe

Comentário por ricacruz

Hoje, como o Nagado disse, as séries é que derivam dos produtos. Isso é bom só pra eles. Nem a criançada tá aguentando mais. Seria tão legal ver um sentai realmente bom no ar. Faz muito tempo que não temos um. Tô falando de coisa boa mesmo. Tipo Changeman ou Jetman.

O roteirista, Michel, além de ficar preso ao esquemão dos brinquedos, carece de boas idéias. Essa galera já faz isso há tanto tempo que o cérebro deles deve estar treinado pra fabricar fórmulas tontas prontas.

Continuo dizendo que precisamos de gente nova ou que seja livre desses vícios. E enxergo algumas possibilidades no mercado indie ou “menor”, tipo Garo, Shibuya 15, etc.

Os Riders ainda são melhores que os esquadrões. Mas, poxa, até a aparente liberdade de fazer um roteiro mais sério e adulto, que começou com o Kuuga, já parece ter sido enlatada.

Alguém precisa ressucitar o Ishionomori!! hehehe

Comentário por ricacruz

Eu não sou tão pessimista – acho que boas séries foram produzidas nos últimos anos. Claro que não gosto de alguns aspectos – como a inclusão cada vez maior de um humor um tanto quanto bizarro, mas mantenho em mente que essa característica pode agradar ao público alvo da produção.

Quanto a observação no último post, que o roteirista fica preso às exigências da Bandai: realmente, é verdade. Mas aí, vale a competência para trabalhar isso de uma maneira que não faça a série parecer apenas um catálogo de produtos.

Um exemplo recente é o da série do Kiva. Logo no quarto episódio, somos apresentados a uma nova forma do herói, a “Garuru Form”.

Ao contrário do que se poderia esperar, não foi preciso direcionar o episódio para a estréia dessa forma – o Kiva a utiliza para destruir o monstro da vez, mas em nenhum momento isso tornou-se o eixo do episódio.

Tanto é que o roteirista Toshiki Inoue nem se deu ao trabalho de explicar naquele momento qual a origem dessa forma – isso será feito com o passar dos episódios, assim que houver uma confluência entre as duas linhas temporais da série – a de 1986 e a de 2008.

O problema é que nem todo o escritor consegue atender às necessidades comerciais sem sacrificar a história – e aí temos exemplos como o de Gaoranger, em que se percebia que a finalidade do episódio era simplesmente mostrar o novo Power Animal.

Apesar disso, gosto da idéia de uma “mexida” no status quo, até para não cair na mesmice. Gostaria, por exemplo, de ver a equipe que trabalhou no Ultraman Nexus responsável por um Rider, ou mesmo ver o Toshiki Inoue escrevendo novamente um sentai, depois de Jetman (se ele trouxesse o Amemiya junto, não seria nada mau…)

Comentário por Ricardo Cerdeira

O papo ai ta bom demais, só gente de peso falando a mais pura verdade. Eu tava completamente desanimado com tokusatsu, até ver Cutie Honey the Live, q acendeu a minha chama, q havia se apagado com Kamen Rider Blade!
Concordo tb qdo dizem q Garo é uma bela inovação, apesar de não ser dos que eu mais goste, mas vou mais alem e cito outros 2 bons exemplos, q são os Remakes de Cutie Honey, que é muito diferente de tudo q eu ja tinha visto, e do divertidissimo Lionmaru G, um remake q devide opinioes, por ser muito radical em relação a serie original

Sobre Ryukendo, eu jurava que ia ouvir o Cruz cantando o tema de abertura em portugues ^^

Comentário por Thiago Legionário

Concordo com praticamente tudo escrito pelo Ricardo.
Nos últimos anos (pra ser mais exato, de dois ou três anos pra cá), o Tokusatsu enfrenta essa maldita “infantilização-comercialização”, principalmente nos Super Sentais atuais. Acho que os Sentai modernos (pós-2001) que realmente empolgam, dão vontade de assistir e honram o gênero ao qual pertencem são Dekaranger e Boukenger. Fora isso, só vem m**da. Kamen Rider a mesma coisa: depois de Kabuto (que nem é tão excelente assim, comparado à séries como Agito, Faizu e Blade), a coisa só desandou. Cheguei a pensar que alcançamos o fundo do poço com Den-O e Kiva… e estou com medo do novo “Decade”.
Como o Ricardo bem escreveu, Tokusatsu hoje é sinônimo de lucro, e somente para esse fim está condicionado. Tudo é feito com o objetivo de vender quinquilharias pra crianças pequenas. Aí dá no que dá.
É fato que o roteirista está submetido às ordens da Bandai, mas isso não impede que ele consiga trabalhar de maneira coerente e inteligente a inrodução de novas formas/armas/mechas na série, sem prejudicar o clima/andamento da carruagem. Exemplos disso são Timeranger, Kamen Rider Agito, GARO, entre outras. Séries que possuem roteiros magníficos, histórias extremamente bem boladas, e mesmo assim possuem o apelo comercial que toda série tokusatsu tem.
Como eu usualmente cito: “Ah, se o Ishinomori estivesse vivo…”

Comentário por Arthur Azambuja




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