Ó que notícia boa! A novela mexicana que foram as negociações para trazer Jaspion em DVD pro Brasil tiveram um final feliz. Já era hora!
A Focus Filmes vai lançar o primeiro (de dois) DVD box do justiceiro em março de 2009. Os detalhes ainda estão sendo conversados. Mas a probabilidade de sair uma lata toda chique (tipo a do He-man, que também é da Focus) com camiseta e outros brindes é alta. Estou tentando emplacar também um disco de extras. Se tudo acontecer conforme o plano, teremos um lançamento de fazer inveja até no Japão – lá os DVDs saíram avulsos e sem nada de interessante a mais.
A campanha de marketing deve começar logo. Vai incluir uns mini encontros e debates. Assim que forem sendo fechados, vou publicando aqui. Mas já pode se preparar, porque 2009 tem boas chances de ser agitado pros fãs de heróis japoneses.
Edit:
Muita gente comentando! Valeu mesmo! E a pergunta que não quer calar é: vai ter a dublagem da época? Sim, vai. Podem ficar tranquilos. Ter a dublagem original era condição pra lançar o BOX. Nenhuma vez pensamos em redublar nem em colocar só legendas.
Gostei da sugestão de incluir algumas músicas da época como extra. Se não for muito complicado de conseguir os direitos (de quem será isso hoje?) seria muito legal.
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Primeiro tokusatsu propriamente dito. Estréia de Eiji Tsuburaya no gênero.
Um aprimoramento da fórmula do Ultraman, injetou doses de seriedade, drama e profundidade ao gênero.
9. Gavan (série de TV, 1982)
Primeiro Metal Hero, inaugurou uma nova era para a Toei Company. Além do visual bacana, a ação do herói antes de se transformar passou a ser quase tão importante quanto ele uniformizado.
Inaugurou o novo formato dos Kamen Rider, que pode ser considerado um novo estilo de tokusatsu (histórias mais adultas e menos fórmulas prontas).
Dia desses, talvez por causa da proximidade do Natal e pela data pregar a paz entre todos os povos, o que vem se tornando um sonho distante e irreal, eu lembrei ao acaso de um episódio do Ultra Seven que marcou muito a minha infância, mais precisamente o 26, chamado Chô Heiki R1, ou Super Arma R1, que mostrava o poder destrutivo de um foguete desenvolvido pelo Exército de Defesa da Terra. O problema é que para testar a arma ela é lançada na Estrela Gieron, sem que fosse feita qualquer pesquisa se lá existia algum tipo de vida nativa.
A experiência é testemunhada com euforia pelos militares, a equipe científica e pela própria Patrulha Ultra, sendo que Dan Moroboshi, alter-ego do Ultra Seven, é o único da equipe contrário à forma de conduta do teste.
Enfim, prevalecendo a insensatez, o planeta Gieron é reduzido a poeira espacial, só que entre comemorações pelo sucesso da empreitada, chega à Terra o Monstro Estelar Gieron, uma ave alienígena gigante em cujas asas repousam lâminas cortantes capazes de rivalizar com o Eye Slugger do Seven. E adivinhem só de onde veio o Gieron? Nem é preciso dizer que o Ultra tem o maior trabalhão para acabar com o monstro, muito a contragosto, diga-se, ganhando inclusive um ferimento que imobiliza seu braço direito.
Lembro-me como se fosse ontem, de Dan, no final desse episódio, olhar para uma gaiola dessas giratórias, onde um ratinho, incansável, a faz girar repetidamente. O pensamento do herói ao observar o roedor é uma mensagem muito bacana de paz, não só entre os próprios seres humanos, que devem prezar pelo convívio amistoso, mas também pelo modo como eles se relacionam com o restante da galáxia infinita. Uma lição de bom senso e educação, sem querer doutrinar, impor moral ou dizer que é proibido fazer isso ou aquilo, se é que vocês me entendem.
Esse tipo de texto, compromissado com ideais pacíficos, sempre permeou o conteúdo do programa, apesar da suposta violência de que Ultra Seven costuma ser acusado, afinal não é qualquer produção direcionada para “crianças” que assume desmembramentos e lançamentos de bumerangues metálicos esquartejadores e degoladores. Quando eu era criança, eram os raios luminosos e os bumerangues que importavam, hoje, o que me fascina é a mensagem de esperança, de que ainda dá tempo de mudar para melhor, coisas inocentes que faltam no mundo real quando leio as notícias do jornal ou assisto à TV. Elementos que, inclusive, estão fora até mesmo das ficções fabricadas atualmente.
Onde eu queria mesmo chegar depois de todo esse blablablá, que pode até ser considerado nariz de cera pelas pessoas, é que esse episódio sintetiza meu gosto pelo gênero. As mensagens de otimismo impressas nos tokusatsu, sejam elas para crianças ou marmanjos, que não desistem de ser crianças, apesar de a vida tentar a todo momento dizer impiedosamente a eles que a infância já passou, não costumam ser explícitas. Podem estar escondidas nos pensamentos de um personagem, em um gesto mais humano do herói principal e seus coadjuvantes.Tais princípios pode reverberar por toda uma vida e formar o caráter de um indivíduo. Admito que naquele dia torci para o Gieron vencer e a humanidade tomar jeito.
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Oi galera. Recebi o convite do Cruz para escrever aqui também, então dá uma licencinha aí que vou me acomodando… essa é a primeira experiência que tenho escrevendo para um blog, espero que minhas colaborações se tornem regulares no Robô Gigante. Engraçado que mesmo o Robô estando no ar há tão pouco tempo já encontrei comentários e posts de grandes pessoas e amigos que não vejo faz anos, aliás, quase uma década. Michel, Nagado, Robson, abraços para todos vocês! Nos falamos logo mais!
O Robson comentou no primeiro post do Nagado sobre a ausência dos tokusatsu na TV. Essa é uma questão sempre levantada pelos fãs. Lembro que desde a época em que eu frequentava as exibições do Neo Animation, há uns 12 anos, rolavam várias discussões sobre o assunto. Discussões acaloradas as vezes – queríamos porque queríamos o tokusatsu de volta.
Particularmente, acho que esse piti já perdeu o sentido. Hoje nem os animes estão mais tão em alta. Já faz um tempo que muitas emissoras perceberam que colocar uma tia qualquer cozinhando e fazendo merchandising de bugigangas de qualidade duvidosa dá muito mais grana do que licenciar e exibir programação infantil. O SBT e a Globo ainda mantém as suas, mas tudo o que passa chega por vias muito bem estabelecidas. Quase nada é mais novidade. E, convenhamos, no Japão, fora alguns lançamentos pro cinema e produções independentes, poucas coisas ainda prestam.
E outra: de alguns anos para cá, a internet ajudou a esfriar qualquer possível novo “boom” antes dele acontecer. O que não é ruim, mas trabalha contra novas séries na TV aberta. Faz tempo que não temos mais um fenômeno televisivo infantil. Foi-se a era de Jaspion, Cavaleiros, Pokémon, Dragon Ball. Mesmo nesses casos, a intensidade do “fenômeno” foi caindo de um para o outro. Jaspion dava um pau no Goku em audiência.
Hoje nenhuma distribuidora mais pisa em ovos. Não, até pisa. Mas são ovos cuidadosamente testados em galinheiros gringos. E, como muitos continuam quebrando, não há quem queira experimentar ovos de granjas desconhecidas. Naruto, por exemplo, foi minunciosamente projetado pelos japoneses. Deu certo, foi recauchutado (adaptado, cortado…) para o mercado americano e, só depois, chegou aqui, quase que com o selo do Inmetro colado.
O Jaspion não. Magina! O Toshi (então dono de uma locadora no bairro da Liberdade) viu que era legal e podia dar certo. Foi lá, encheu os pacotá dos japoneses, comprou, lançou em vídeo e rastejou pra alguma emissora passar. Conseguiu. Depois, rastejou pra alguma empresa de brinquedo fabricar. Não conseguiu. Mas não desanimou. Ele mesmo confeccionou alguns produtos até que algum Zé Mané do ramo acordasse para o potencial da coisa. O Toshi, e só ele, foi responsável pelo estouro do Jaspion. Ele mexeu com a cultura pop. Quando um japonês é chamado de Jaspion é culpa dele. Esse blog só existe por causa dele. Muitos amigos que fiz, só fiz por causa dele. Só canto e faço shows por causa dele. Foda, né?
Ninguém mais ousa desse jeito. Nem no Japão. Lá, o tokusatsu não passa de uma cópia terrivelmente besta do que ele já foi um dia. Goonger? Argh! E não tem essa de “ah, mas é pra crianças”. Um amigo meu, o Marcel, retrucou uma vez esse argumento no blog dele e está coberto de razão: “não é porque é pra criança que tem que ser ruim”. Oras!
Poxa, nos anos 60, o Eiji Tsuburaya tinha tesão em contar boas histórias de ficção científica. Ele tinha tesão em montar uma puta estrutura crível de efeitos especiais (quando os soldados americanos de ocupação viram um filme que ele fez sobre o ataque japonês a Pearl Harbor, pensaram que era um documentário). Shôtaro Ishinomori tinha toda uma ideologia em mente na hora de criar o Kamen Rider. Saburo Hatte, que durante anos foi o pseudônimo do genial produtor Tohru Hirayama, teve boas idéias durante praticamente todos os anos 80. E a P-Production, de Spectreman e Lion Man? Acho que não há maior sinceridade na história dos tokusatsu. E o resultado é espetacular. Mais recentemente, Tiga, Dyna e Gaia também são bem legais… Só paro aqui pro parágrafo não ficar gigantesco.
De lá pra cá, todas as sacadas geniais dos grandes criadores foram industrializadas em fórmulas babacas pra gente sem talento correr atrás de uns trocados. Eu acredito que o futuro do bom tokusatsu está cada vez mais nas produções para o cinema, DVD e no mercado independente. Hoje, muita gente que trabalhou com tokusatsu no passado tem idéias interessantes e uma camada de fãs crescidos como público alvo.
Keita Amemiya fez Garo para nós. Wecker, do Hiroshi Watari e cia, é outro exemplo. E essa é só a ponta do iceberg. Sem contar fãs engajados que podem produzir e distribuir via WEB o que quiserem. Isso já deve estar acontecendo (quem souber de alguma coisa legal me avisa, tá?).
(Ah, o Hideaki Anno, criador de Evangelion e fãzão de super heróis, rodou nos anos 80 o tokusatsu independente Dai Nippon, que é fabuloso)
Na tela grande, a Tsuburaya tem se saído bem com filmes saudosistas. Esse último, que junta praticamente todo o elenco principal das séries clássicas, deve ser demais. Mas para a TV a mediocridade é a mesma de sempre. Se ninguém fizer alguma coisa nova e legal, estamos fadados ao saudosismo eterno. Acho que ninguém quer isso, né?
Quero dizer o seguinte: dadas as condições de escoamento aqui e a qualidade atual do material major produzido lá, dane-se que não temos mais tokusatsu na TV no Brasil. Quem quiser assitir, veja pela internet. Beixe tudo. Não quero fazer campanha pró-pirataria, até porque eu canto de vez em quando no Japão e não pegaria bem. Mas, aqui entre nós, não posso ignorar as coisas nas quais eu acredito. E fechar os olhos para a rede é parar no tempo. Direitos autorais? Já eram. Seus detentores que arrumem um outro jeito de capitalizar. Quem quiser ver Kamen Rider Kiva pelo Youtube vai ver e acabou, dona Toei Company! Não tem como impedir. E isso é bom. Divulga, gera curiosidade, gera público interessado. Público que, quem sabe, pode comprar uns brinquedos ou uns DVDs se eles forem lançados aqui (ou lá) por um preço bacana.
Ryukendo, série de 2006 da Toho, vai ser exibido aqui no ano que vem, parece, pela Rede TV. Vamos ver no que dá. Acho que não vai agradar muitos fãs antigos, como eu. E quem gostou, já viu pela net. Minha curiosidade é sobre como a molecada vai reagir. Se lançarem os brinquedos no tempo certo e a exibição for num ritmo decente, pode até fazer um burburinho. As fórmulas, apesar de chatíssimas, funcionam com a criançada. Cada episódio é praticamente um plano de marqueting! Power Rangers só sobrevive até hoje assim.
Bom, azar da molecada. Daqui a uns 10 anos eles vão lembrar “daquele robô que virava carro e depois juntava com um trem pra soltar um raio por uma bazuca formada por três naves e uma girafa robô”. E nós, hoje, cotinuamos falando da cena da luta entre o Buba e o Change Dragon. Ou a crucificação do Ultra Seven. Até aí beleza, estamos em vantagem. Mas eu quero continuar me divertindo com tokusatsu. Quero que ele se reinvente, seja pela mídia que for. Quero lembrar de mais coisas legais daqui 10 anos. Pô, anime tem pra todas as idades e gostos. Games também. Mangás também. Cinema também…
E o senhor, seu tokusatsu, quando vai crescer?
No mundo dos super-heróis, uma infinidade de animais já serviu de inspiração para os mais variados tipos de guerreiros e vigilantes uniformizados. Morcegos, aranhas, panteras, aves de rapina e outras criaturas já deram origem a heróis marcantes, sempre ressaltando aspectos de força, agressividade, mistério ou imponência. Com tudo isso, alguém imaginaria um herói inspirado numa… zebra? No Japão, sim, pois Zebraman – acredite se quiser – foi o título de um longa de tokusatsu lançado nos cinemas japoneses em 2004.
A CRÍTICA
A trama de Zebraman apresenta um frustrado professor chamado Ichikawa (vivido pelo ator Sho Aikawa), que vive com uma família desagregada na turbulenta Tóquio do ano 2010. Sua esposa o ignora, a filha faz programa e o filho caçula tem vergonha dele. Para fugir de tudo isso, ele se refugia em seu herói de infância, cuja série de TV fora cancelada há vários anos sem explicação. Fantasiado de Zebraman, herói de um seriado do qual ele era fã, o professor brinca como criança. Até que conhece um aluno paraplégico que também é fã do herói e resolve mostrar sua fantasia a ele, saindo fantasiado no meio da noite. Ele presencia um crime e sua carreira como super-herói de verdade começa de um jeito que nem ele entende direito.
O menino é filho de uma bela enfermeira viúva, interpretada por Kyoka Suzuki, que rouba a cena com sua ternura e discreta beleza. E o novo Zebraman vai demonstrando cada vez mais força e poderes reais, tentando salvar as pessoas da cidade, ameaçadas por estranhos acontecimentos envolvendo aliens malignos que dominam corpos e mentes e almejam conquistar a Terra. A produção é boa e chega ao ponto de mostrar cenas do seriado fictício do tal Zebraman, com música-tema (cantada por Ichirou Mizuki) e tudo o mais. Em cenas rápidas, aparece o veterano dos seriados japoneses, Hiroshi Watari, na pele do herói televisivo. No Anime Friends 2003, Watari anunciou orgulhoso que iria viver o herói principal do filme, que seria filmado assim que ele retornasse ao Japão. Acho que ele próprio deve ter ficado meio decepcionado com a participação-relâmpago que acabou tendo.
Sho Aikawa está perfeito como o professor que vira herói e se torna tanto mais responsável com seus poderes quanto fica mais infantil. Com uma premissa interessante e grandes talentos envolvidos, tinha tudo para ser um grande e divertido filme, o que não aconteceu.
O problema de Zebraman são os furos no roteiro. Coisas mal explicadas, situações que não são concluídas e furos e mais furos. Um bebê que nasce verde e não se mostra o que houve depois, uma turma de crianças dominadas pelo aliens fazendo arruaças e que não aparece ou se menciona o que acontece com elas e por aí vai, fora os poderes do herói, que nem explicação mágica ou forçada têm. Eles aparecem e pronto. Há também um monte de situações mal exploradas, como a tênue atração entre a jovem viúva e o professor, que se infantiliza cada vez mais em seu papel heróico. Ele assume a criança sonhadora que existe dentro de cada um de nós e joga isso para o mundo real, seguindo os passos de seu herói de infância com superpoderes reais.
Seria o filme uma homenagem, uma sátira ou uma grande tiração de onda do diretor e do roteirista em cima de todo mundo? Difícil saber. No final, ficam algumas boas intenções, algumas cenas interessantes, um herói com visual bacana. E só.
Não sei se o filme ainda será lançado (oficialmente) por aqui, mas não será uma grande perda se não for.
Um dos pilares da hoje popular cultura pop japonesa, os filmes e seriados de tokusatsu (National Kid, Godzilla, Ultraman, Jaspion, Jiraiya, Changeman…) marcaram a vida de muita gente, mas não é só nostalgia que nos motivou a criar este blog. Afinal, pra mim e para o Ricardo, tokusatsu faz parte da vida profissional. De forma parecida com a do Ricardo, m
inha trajetória profissional também deve muito aos coloridos heróis nipônicos. De tanto gostar deles em minha infância, quis criar os meus próprios. Mas o caminho foi árduo e, tentando fazer quadrinhos, acabei enveradando pela ilustração e diferentes aplicações de técnicas de desenho.Por isso, esperamos que este blog seja para você o que é para nós: um espaço despretensioso e repleto de nostalgia, curiosidades e muita informação sobre um assunto divertido e – cof cof - cultural.
Todo mundo, cedo ou tarde, descobre uma área de interesse. Vale qualquer coisa: futebol, desenho, jardinagem, astronomia, música, pesca, jogos de azar, cinema, culináría… Muitos tentam juntar duas ou mais áreas, mas uma sempre costuma predominar. Normalmente, porque ela apareceu de algum jeito marcante na sua infância ou adolescência.
Bill Gates, ainda criança, era fascinado por emaranhados de fios e chips gerando algo parecido com inteligência artificial. Na faculade, ele criou o primeiro computador, o Mits Altair. Michael Jackson, quando ainda tinha black power, resolveu ser dançarino se escondendo atrás dos palcos para assistir os movimentos geniais de James Brown. Se alguma coisa te impressiona o suficiente na infância, ela pode determinar sua futura área de atuação. Eistein dizia que “a genialidade é a infância redescoberta”.
Guardadas as devidas proporções, Alexandre Nagado, eu e quem mais vier a colaborar neste blog fomos vítimas do ataque de algum monstro emborrachado japonês. Um ataque cultural. Um choque do tamanho de uma patada de Baltan, que nos confrontou com a específica maneira japonesa de contar histórias de ficção e fantasia. Esse chacoalho fez com que nós víssemos um novo universo cheio de caminhos bem na nossa frente e, claro, sentíssemos vontade de explorá-lo.
Não importa como começou. No meu caso foi com Jaspion, Changeman e toda aquela enxurrada de séries que veio no começo dos anos 90. Já com o Nagado, a coisa rolou via Família Ultra e filmes de monstros gigantes (ele deve falar mais sobre isso aqui).
Tenho certeza de que muita gente que está lendo isso agora também tem seu nipo-justiceiro do coração. Até o meu pai tem (National Kid)! Aquele mais importante que os outros. Que te fazia ir mal na escola de tanto que você assistia seus episódios (e não perdia nenhuma reprise também, lógico).
Comigo a coisa foi um pouco mais além. Tive um flerte mais apaixonado com esses seres esquisitões, o que definiu o rumo da minha vida profissional. Quis fazer intercâmbio para o Japão por causa deles. Quis escrever por causa deles. Quis cantar por causa deles. Enquanto fazia todas essas coisas, fui me interessando por outros assuntos, que me levaram para outros territórios. Mas as séries de tokusatsu do Japão foram o estopim. E ponto.
Este blog nasceu da idéia de não nos deixar perder o gosto pelo assunto. De armar conversas de botequim virtuais sobre qualquer tema relacionado aos heróis do Japão – o que sempre fizemos na vida real. Postar qualquer coisa entre um compromisso profissional e outro. Qualquer coisa mesmo. De “quem é o mais forte dos dois Bicrossers” até “qual a importância de Eiji Tsuburaya para o cinema japonês”.
Robô Gigante porque é um título legal (foi o Marcel quem criou) e porque o tokusatsu não dispensa um robozão enorme. Seja as traquitanas dos Super Sentai, alguns monstros das séries Ultra, Metal Heroes como Metalder ou versões high-tech do Godzilla. O “Robô Gigante” é o braço direito do “Monstro de Borracha” na hora de definir o tokusatsu.
Trata-se de um blog autoral. Ninguém está preocupado em dar notícia em primeira mão. Estamos afim de analisá-la. Dar pitaco. Dar risada. Nos meter a besta. Claro que podemos conseguir um grande furo, mas ele será espontâneo. Nunca uma obrigação. O legal aqui será o bate-papo. Para isso, informação é pré-requisito.
Acho que é isso. Quem gosta do assunto está convidado a participar. Tem muita lenha pra queimar e nenhum caminho certo pra seguir. A única certeza é que será legal pra c******!!


